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segunda-feira, 14 de março de 2011

Labirinto

Há uma clara distinção entre labirintos de um só sentido (tecnicamente referindo-se ao esquema de caminhos unidireccionais – que sempre chegam ao centro) e labirintos com várias opções de caminhos (“Dédalos” – referindo-se a estruturas que visam confundir o incauto viandante com inúmeras entradas e saídas). Em inglês encontram-se distintamente os dois conceitos: “Labyrinth” e “Maze”, respectivamente. Ou seja, o Labirinto só tem uma entrada e uma saída, enquanto o Dédalo pode ter várias saídas e várias entradas. “Entrada” – o sítio onde Teseu deixou preso o fio que Ariana lhe entregara juntamente com a espada com que foi chacinado o Minotauro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Cobiça

Um homem, que morava à margem de um rio, tinha um cão que ele estimava muito. Estimava tanto o animal que todos os dias ele ia ao talho de um amigo e comprava um pedaço da melhor carne para dar ao animal. O cão já estava tão acostumado que ficava a espera do dono deitado na varanda da casa.
Um dia, não se sabe qual a razão, depois de pegar o pedaço de carne, o cão resolveu ir até a margem do rio para comer sossegado. Assim que chegou a margem, ele viu na água o reflexo d sua imagem que identificou como outro cão com um pedaço de carne maior do que o dele. Como é que pode um cão desconhecido ter um pedaço de carne maior? Pensou. Então ele armou um plano para tirá-lo daquele cão desconhecido. Largou a carne que trazia na boca e se jogou na água para pegar a do cão que ele viu no rio.
Que tristeza! Nadou, nadou e não viu mais o cão. E agora? O seu suculento pedaço de carne, deixado para trás, já havia desaparecido levado por um mére negre xD. Continuou nadando até que encontrou uma catatua que lhe perguntou:
- Para onde vai senhor cão?
- A senhora catatua não viu passar por aqui um cão com um grande pedaço de carne na boca?
- Não, senhor cão!
Então o cão contou a história para a catatua que imediatamente decifrou o enigma.
- Meu caro amigo cão, o senhor está procurando uma sombra. Uma coisa que não existe.
- Como? Eu vi o cão andando na água com um pedaço de carne maior do que o meu.
- Não sejas tolo!!. Aquilo era a tua sombra. Andavas pela margem e a tua imagem era reflectida na água do rio. Não existe outro cão nem outro pedaço de carne. Já viste a toliçe que fizeste? Ficaste sem a carne real para correr atrás de uma imaginária, uma sombra.
E o cão voltou para casa cansado e com fome, mas com uma lição aprendida: não cobice as coisas alheias, podes-te dar mal! XD

sexta-feira, 4 de março de 2011