Abri o Açoriano Oriental de hoje para ler uma reportagem sobre um senhor com dificuldades económicas que, para sobreviver, opera uma pedreira clandestina junto ao areal de Santa Bárbara, numa área considerada património geológico. O homem obriga-se a retirar de lá até 15 a 20 baldes por dia, os quais vende a empreiteiros e fregueses a 5 euros cada. Ao que chegamos. Quando li esta notícia e percebi que vivemos num mundo onde um idoso tem que partir pedra para meter comida na mesa, não consegui deixar de pensar tristemente:
“20 baldes por dia a 5 euros cada?! Se ele trabalhar 22 dias úteis por mês, isso dá 2.000 euros! F#D@-se, e eu ainda fui tirar um triste 12º, em risco de ir pa universidd e fikar desempregad!!”

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