Quando quero lembrar-te,
não preciso ver-te.
Basta apenas fechar os olhos
e a visão é tão ampla, tão real,
Que não é preciso ver-te.
Ali estás, nítida à minha frente.
Todos, juntos ou separados, posso ver,
porque já foram vivenciados momentos, cenas.
Se não mais acontecem, pouco importa,
Pois não posso ter tudo que quero,
Tento então, querer o que posso.
A imagem fica, a lembrança não se vai.
Tudo pode passar, transformar,
mas não é esquecido, pois o esforço de
esquecer, faz lembrar...
Então, é caminhar, olhar outros campos,
Cavar outras terras, plantar outras colheitas,
buscar outras possibilidades,
e apenas seguir adiante...

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