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sábado, 17 de outubro de 2009

Essencial é o invisivel

Não quero estar cego a injustiças e maldades, nem à ignorância e ao sofrimento dos meus semelhantes. Tampouco aos problemas familiares e os do mundo em geral. Tenho muita pena de quem não pode ver e raiva daqueles que não querem enxergar um palmo áh frente dos olhos. Ser cego de nascença deve ser horrível. Viver sempre na escuridão, só a imaginar o que lhes contam. Nem sei como imaginam. Dizem que eles têm a sensibilidade mais aguçada, percebem tudo pelo tacto, ouvem melhor, etc. Mas não podem ver borboletas e flores cheias de lindas cores, crianças sorrindo de olhinhos brilhantes, nem praias e o mar. Sem contar com o céu azul e a luz do sol, nem o do brilho do meio-dia, como o do entardecer. Além de estrelas cintilantes e o prateado do luar. E tantas outras belezas desse mundo sem fim.
Coisas, enfim, a que nem sempre damos valor, que nos passam despercebidas quando mergulhados estamos nós nesse quotidiano rotineiro.

Como enxergar é bom! Mesmo que seja de óculos, embora não se enxergue apenas com os olhos. Podemos ver também, e muito bem, com o coração. Quando nos achegamos aos outros, tocando-lhes o sentimento, compartilhando alegrias ou aliviando sofrimentos.

“Não se vê bem senão com o coração, o essencial é invisível para os olhos”, magoo-te não porque sou cego de coração, mas por estár a fazer-me de cego aos teus olhos.

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